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Entenda em detalhes o final da terceira temporada de Dark

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Isso é óbvio: tem spoilers da 3ª temporada de Dark daqui para frente. Portanto, cuidado! Para ler nossa crítica completa, sem spoilers, clique aqui!

O ciclo terminou. O nó foi desatado. O mundo foi destruído… e também salvo. O final da terceira temporada de Dark pode ter deixado seu cérebro tão confuso quanto a árvore genealógica de Winden. E agora a melhor série da Netflix chegou ao final, é hora de juntar as peças do quebra-cabeça uma última vez.

Durante anos, Jonas Kahnwald tentou descobrir como quebrar o ciclo que leva ao apocalipse nuclear, guiado, frustrado e manipulado ao longo do caminho pelos viajantes do tempo com seus próprios objetivos, como Adam (seu eu mais velho), Eva (Martha Nielsen do mundo B mais velha), e o ‘Diabo Branco’ (Claudia Tiedemann mais velha).

Na 2ª temporada, Jonas estava convencido de que o caminho para salvar Winden (e o mundo) era apagar sua própria existência, impedindo seu pai de voltar no tempo. Mas a introdução de um mundo paralelo na terceira temporada – um em que Jonas nunca existiu, mas Winden foi destruída em um apocalipse nuclear do mesmo jeito – provou que a solução estava ligada a algo maior que seu próprio destino.

Os dois mundos

Mesmo que exista apenas um mundo com um Jonas, é revelado no meio da temporada que existem, de alguma forma, dois Jonas. Aquele conhecemos desde o início da série acaba sendo morto pela Eva, após conceber um filho junto com a Martha – jovem – do mundo B.

O Jonas adulto e o Adam não eram, na verdade, versões mais velhas do Jonas que acompanhamos o tempo todo, mas sim versões de um Jonas que nunca havia conhecido o mundo B. Este Jonas saiu do apocalipse indo para seu porão e permaneceu no mundo A o tempo todo. Aquele, salvo por Martha no final da segunda temporada, já era.

Como existem esses dois Jonas? Acontece que, no momento do apocalipse, o tempo parou por uma fração de segundo. Eva aproveitou esse instante em que as regras do tempo não se aplicavam para criar duas versões do evento: uma na qual Jonas viajava para o mundo B e outra na qual ele não viajava.

O centro do nó

A terceira temporada gira em torno da busca pelo centro do nó, o único momento ou pessoa a partir do qual o ciclos de Winden nasce e o ponto em que ele pode ser desfeito.

Adam acredita que a origem é o filho do Jonas do mundo A e Martha do mundo B – um filho de dois mundos, que é a raiz da árvore genealógica Winden nos dois universos, tendo sido pai de Tronte Nielsen nas duas versões de Agnes. Adam está convencido de que, se essa criança for destruída, o nó será desatado.

Sendo “filho dos dois mundos”, só pode ser destruído pela força combinada dos dois mundos; então Adam amarra a Martha grávida debaixo de um buraco de minhoca que canaliza a energia dos apocalipses simultâneos nos dois mundos. Quando essa energia é liberada, Martha e a criança dentro dela são obliteradas… mas nada muda. Winden ainda está lá, e Adam fica ainda mais confuso.

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A Origem

Acontece que, assim como havia dois Jonas o tempo todo, sempre houve duas Marthas também. A que salvou Jonas e o levou ao mundo dela foi quem foi morto por Adam junto com seu filho ainda não nascido. Mas isso foi sempre o que aconteceu, então Adam matá-la não mudou absolutamente nada.

Houve uma segunda Martha o tempo todo, criada no momento em que o tempo parou, que nunca salvou Jonas. Em vez disso, ela voltou para Eva, recebeu sua cicatriz no rosto como marca registrada por seu eu mais velho e se tornou a Martha que matou Jonas na frente de seu outro eu. Confuso, mas explicável.

Então, se a criança dentro de Martha não era a origem, qual era? Claudia explica a verdade para Adam: não havia apenas dois mundos… havia três. O mundo A e o mundo B eram ramificações do mundo “Real”; ambos foram criados por H.G. Tannhaus quando ele ligou uma máquina do tempo que ele construía na tentativa de salvar sua família de morrer em um acidente de carro. A máquina do tempo desencadeou um apocalipse em seu próprio mundo, mas também deu origem às duas outras dimensões ao mesmo tempo.

Jonas e Martha sempre foram informados de que um de seus mundos teriam que morrer para que o outro sobrevivesse; de fato, o mundo A e o mundo B teriam que morrer para salvar o mundo “Real”.

O terceiro mundo

Percebendo o erro de seus caminhos, Adam usa o momento em que o tempo para, para criar um terceiro Jonas, além daquele que foi levado ao mundo B por Martha e aquele que ficaria no mundo A para se tornar Adam. Seguindo as instruções de Adam, esse terceiro Jonas intercepta Martha no momento em que Magnus e Franziska a levavam ao mundo A para salvar Jonas, e a leva ao mundo “Real”, o verdadeiro mundo.

Lá, Jonas e Martha vão para a estrada onde o filho, a nora e a neta de Tannhaus seriam mortos, e evitam a tragédia que altera o universo. Em vez de morrer, a família retorna à casa de Tannhaus. O momento que salvou o mundo do apocalipse nuclear não foi uma máquina confusa e barulhenta que destruiu vidas, mas um momento de silêncio que salvou vidas e curou um relacionamento complicado entre pai e filho.

Enquanto Tannhaus se reúne com sua família, Jonas e Martha – e todos em seus universos, que estão inexoravelmente ligados à viagem no tempo – desaparecem silenciosamente, dissolvendo-se em poeira que se espalha como estrelas.

Os sobreviventes

Dark termina de uma forma feliz, para quem sobrevive, e triste, principalmente para nós, que acompanhamos aqueles personagens incríveis. Praticamente todos que conhecemos nas últimas três temporadas tiveram sua existência apagada – mas o mundo foi salvo no processo, e os sobreviventes estão lá, sem saber do apocalipse que quase os exterminou.

As únicas pessoas que permanecem no Winden do mundo “Real” são aquelas que não estão atadas ao nó iniciado pelo filho de Jonas e Martha. A cena final mostra os seis sentados juntos em uma mesa de jantar, desfrutando de uma refeição íntima e amigável: Regina, Katharina, Hannah e seu parceiro Wöller, junto com Peter e seu parceira Bernadette (irmã de Wöller).

Mas quão inconscientes desta realidade paralela eles são, realmente? Quando as luzes se apagam, Hannah relata um sonho que teve: um no qual o mundo acabou, e ela teve a sensação de que era uma coisa boa. Enquanto brindam a “um mundo sem Winden”, as luzes se acendem.

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Quando perguntados sobre como Hannah e Wöller estão planejando nomear seus filhos ainda não nascidos, Hannah responde, parecendo surpresa por uma inspiração naquele momento: “Eu acho que Jonas é um nome bonito”.

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