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Crítica | Bloodshot, mais um filme do Vin Diesel bancando o fortão indestrutível

Baseado nas HQs da editora Valiant, a historia de um soldado ferido em um conflito pessoal que ganha algum tipo de super poder de uma grande corporação para transforma-lo em uma arma viva já é algo bem antiquado, embora existem casos de filmes que mexem com essa temática, trazendo uma boa abordagem encima disso, Bloodshot raramente se arrisca de sair dentro do convencional, tirando uma pequena critica que o diretor Dave Wilson (II) faz sobre tratar soldados como maquinas de matar nas guerras, controlando e manipulando eles, que deu um diferencial ao filme, já que isso é mostrado de modo claro através do personagem Ray Garrison (Vin Diesel), o restante do enredo não é muito diferente de outros filmes do gênero.


A estrutura do filme é extremamente familiar, roteiro se esforça pouco para criar algo novo que surpreenda realmente o publico, mas na maioria das vezes, principalmente nos plots do filme, a historia caminha para o obvio, tirando um plot que realmente foi bom, ao revelar algo sobre a rotina de Ray, o restante é repetitivo sem muita identidade própria.

O diretor por outro lado sabe criar uma boa tensão nos momentos de perigo mortal, também na hora de desenvolver as cenas de ação e perseguição, utilizando bem o recurso da câmera lenta para glorificar os movimentos e atitudes de Ray, ao mostrar sua capacidade de recomposição instantânea, mas esse mesmo recurso também é utilizado para glorificar alguns golpes bem ridículos, a partir do terceiro ato, ele começa a ficar relaxado com as cenas de perseguição, entregando uma montagem cheio de planos fechados e cortes difíceis de acompanhar, além de entregar cenas puramente feitas de CGI que é possível ver claramente os bonecos digitais, não que os efeitos visuais do restante do filme eram ótimos, mas em um certo ponto fica bem pior totalmente visível a falsidade da cena.


Em termos de atuação, acaba dependendo muito do ator, Vin Diesel por exemplo faz o tipico fortão indestrutível que consegue fazer tudo, mesmo ele não sabendo fazer o que a situação pede para ele, além de ficar demostrando sua força de forma bem gratuita em uma cena que era para ele testar os seus limites após ele receber esse poder de regeneração, e o ator também não tem nenhuma expressão facial ou condizente com o momento, no máximo o Vin Diesel altera sutilmente o tom de sua voz para expressar o que ele sente naquela hora.


A personagem vivida por Eiza Gonzalez no inicio ela é bem mau aproveitada, sendo usada como um símbolo sexual ou dando a entender que ela será o par romântico de Vin, mas logo depois ela se mostra uma personagem forte e poderosa, além de ser provavelmente a pessoa mais esperta do filme.

Guy Pearce não apresenta ser a ameaça que ele tem que ser, em resumo, ele só narra os paços de Ray e o que pode acontecer com ele, expondo muitas vezes as informações de forma barata. O personagem de Sam Heughan é o mais unidimensional do filme, bancando o vilão cruel que odeia Ray só por odiar, fazendo de tudo para causar antipatia do publico sobre ele, a ponto de não se importar com ele e sentir raiva dele toda vez em que ele aparece em cena.


Além de ter uma boa função dentro da historia, Lamorne Morris funciona muito bem como alivio cômico, criando varias situações descontraídas sendo bem espontâneo e natural.
Bloodshot é um filme que não se arrisca em sair do convencional, que só vai agradar mais os fãs do Vin Diesel e desse tipo de ação bagunçada.

  • Direção
  • Roteiro
  • Elenco
  • Fotografia
  • Trilha Sonora
2.3

Resumo

Bloodshot é um filme que mesmo com uma temática repetitiva dentro do gênero de ação, tinha potencial para criar uma identidade própria, mas em vez disso, o diretor não ultrapasse a linha do convencional e entrega mais um filme de ação sobre um super soldado indestrutível quebrando tudo a sua volta.

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