Nesta terça-feira (27/04), Juliette e Camilla de Lucas conversaram sobre os cuidados que suas mães estão tomando durante a pandemia.
Durante a conversa, a paraibana revelou que passou quatro meses isolada com a mãe no início da pandemia e se considerava neurótica com os cuidados.
Fazia minha mãe sair de máscara, luva, face. Ela parecia um ET.
A advogada também contou que depois de se mudar de Campina Grande para João Pessoa a trabalho, passou a frequentar restaurantes, bares e festas quando as medidas restritivas passaram a ser flexibilizadas:
Trabalhei, fui para restaurante, sai. Comecei a sair, porque estavam liberados já, restaurante, essas paradas, com distanciamento. Até balada tinha, com distanciamento.
A sister explicou que durante este período, deixou de visitar a mãe em Campina Grande e depois acabou se contaminando com a covid-19. Juliette contou que suspeita ter pego a doença em uma dos encontros com amigos:
Arenguei com uma amiga minha, ela tinha bebido e me estressei. Aí disse que ia embora e voltei sozinha para casa. Pronto, foi nesse dia que peguei. (…) Tenho duas possibilidades: ou foi nesse dia ou foi no aniversário do outro meu amigo, que mesmo assim era um negócio que só tinha a gente.
Camilla repreendeu a atitude:
Se tivesse ficado quieta, né Juliette? (…) Mas a questão é que não pode, tem que ficar quieto em casa. Se puder, quem puder, fique em casa. Quem tem que ficar em casa? Quem pode trabalhar de casa. A gente sabe que tem uma galera que precisa trabalhar, senão vai passar fome. A transmissão é justamente por isso, porque às vezes uma pessoa assintomática que acha que não está com covid, sai e passa.
Juliette respondeu explicando e finalizando o assunto:
Por isso, quando eu saía, eu ficava em casa. Você quer se colocar em risco? É um direito seu. Você também não pode botar ninguém em risco, só você. Você é responsável apenas por sua vida. Meu princípio, depois que eu comecei a sair era esse. Tanto é que eu não cheguei nem perto da minha mãe, nem da minha vizinha. No mercado eu ia de luvas e de máscara. De luva eu parei de ir, porque disseram que não era legal ir de luvas. Mas eu ia de máscara, de face. Minhas clientes eram com face.