Críticas

Euphoria: série com Zendaya na HBO aborda adolescência com ritmo intenso

Euphoria é a aposta da HBO no mundo adolescente. Mas é claro que se tratando de um canal que está disposto a ultrapassar as margens do entretenimento, é uma série que está mais próxima de Trainspotting do que Riverdale.

Estrelada por Zendaya (Homem Aranha: De Volta ao Lar), produzida pelo cantor/ator Drake (Hotline Bling e Degrassi) e escrita por Sam Levinson, a série de ritmo frenético, baseada em um original israelense,  acompanha a vida da geração Z, que tem como característica ansiedade extrema, desapego das fronteiras, necessidade de exposição de opinião e falta de perspectiva.

Já no primeiro episódio, narrado pela protagonista Rue (Zendaya), podemos acompanhar as questões com drogas que ela enfrenta. É interessante notar que a narrativa chega ao limite da glamorização do uso de opioides, mas os mais atentos perceberão que está longe de ser verdade, em especial quando apresenta a relação de Rue e sua irmã. É importante salientar que Sam Levinson utilizou sua própria experiência com drogas para escrever o arco da personagem de Zendaya, trazendo uma visão realista e íntima sobre o tema.

 A série não trata apenas da vida do adolescente americano, mas aborda a falta de sentido, o vazio, busca por identidade, o desejo por conexão em meio da internet e do sexo. Todas essas questões podem atingir qualquer idade em qualquer região. Mas é essa abordagem que também faz a série perder um pouco do impacto, já que o tema juventude transviada têm sido abordado quase a exaustão. O que faz o diferencial nessa produção é a montagem e o interesse com o destino dos personagens apresentados.

Ao longo da história Rue cruza com Jules (Hunter Schafer), uma jovem intrigante que precisa superar os limites impostos pela sociedade em razão de sua sexualidade e identidade, Nate (Jacob Elordi) que precisa lidar com uma figura paterna um tanto preocupante e várias outras histórias de vida de outros adolescentes.

O ritmo frenético pode ser um pouco caótico e agressivo de início, gerando um certo desconforto, mas ao conhecer mais a protagonista, que narra, percebe-se que há um propósito e que o telespectador está presenciando a subjetividade da própria Rue.  O caos às vezes é quebrado com cenas mais tensas e com uma trilha sonora que tende ao Rap, R&B e Hip Hop, o que ajuda a digerir brevemente as informações rapidamente apresentadas que vão de um extremo do drama até um ponto obscuramente cômico.

Algumas pessoas poderão se incomodar com a nudez presente e as cenas de sexo explícitas, que aparentemente estarão presentes durante a temporada. Embora desconcertantes em alguns momentos, cabe a quem assiste valorar o que é apresentado.

Por fim, tratando-se de uma série que mostra de forma crua a relação dos jovens com as drogas, com o sexo e com o mundo, de início também é uma boa pedida para os adultos que estão dispostos a dar uma chance a mais uma abordagem sobre a juventude para entender a nova geração.

Euphoria estreia na HBO neste domingo, 16 de junho às 23h. Acompanhe nas redes para mais dicas de filmes e séries.

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