Inimiga Perfeita é um filme de suspense que acabou de chegar na Netflix e está fazendo o maior sucesso entre os assinantes, principalmente daqueles que gostam de filmes tensos.
Muita gente já foi correndo assistir e estão adorando, tanto é que ele se encontra na segunda colocação dos filmes mais assistidos da Netflix, atualmente.
No filme, Jeremy (Tomasz Kot) é um bem-sucedido arquiteto que acaba conhecendo Texel (Athena Strater) enquanto espera por seu voo em um terminal que projetou 20 anos atrás.
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Ela insiste em contar a sua história de vida, onde o presente e o passado de Jeremy se misturam, deixando o encontro cada vez mais suspeito.
O filme está fazendo bastante sucesso e por ser uma história envolvente e que pode muito bem ter acontecido na vida real, muitos ficaram se questionando se Inimiga Perfeita foi baseado em fatos reais.
Cuidado, contém SPOILERS!
Inimiga Perfeita é baseado em uma história verdadeira?
A resposta é: Mais ou menos. Inimiga Perfeita não é baseado em uma história real específica, mas é baseado no romance francês, The Enemy’s Cosmetique (Cosmétique de l’ennemi) escrito por Amélie Nothomb.
Embora a narrativa aborde aspectos muito fundamentais das relações humanas, como conexão emocional, narcisismo, remorso, tristeza e amor, não há relatos sugerindo que o filme seja inspirado nas experiências pessoais de alguém.
O filme consegue ser bem fiel ao livro, que tem basicamente a mesma premissa. “Inconscientemente, eu havia cometido o crime perfeito: ninguém me viu chegando, exceto a vítima. A prova é que ainda sou livre.”
Toda a história se passa no saguão de um aeroporto onde acompanhamos Jérôme Agust, um homem em viagem de negócios que está à espera de um avião.
No livro, tanto os personagens, quanto o tempo e o espaço são construídos de forma a garantir características duplas, que tem grande importância na construção da narrativa, sendo dividido em dois: a sala de espera de um aeroporto e a imaginação de Jérôme; bem como parte do tempo, composta de duas narrativas: cronológico e psicológico.
No que se refere ao tempo, marcada pelo cronológico e coincide com o início da obra, apresenta um narrador em terceira pessoa e onisciente. Já na outra, o tempo psicológico compõe a narrativa em que Textor começa a contar sobre sua vida.
Otto Rank, um psicanalista, escritor, professor e terapeuta austríaco, deu ao duplo esta denominação baseando-se em análises literárias e antropológicas, mas é em Freud, principalmente, que baseamos nossa análise psicológica.
Freud, em O estranho (Das Unheimlich), de 1919, analisa o duplo como sendo o sentimento de estranheza causado pela perda súbita de noção do que é realidade e do que é imaginação, o que provoca o temor e o tremor.
Logo, O Estranho é uma experiência secretamente familiar e que foi um dia reprimido e, depois, liberado. Em Cosmétique de l’ennemi há indícios do mesmo ponto de vista do psicanalista, pois, ao ser deparado com o seu duplo, Jérôme não acredita ter assassinado sua esposa.
Textor, no entanto, o confronta dizendo ser a mesma pessoa, além de ele próprio ser o inimigo interior e, portanto, a parte destrutiva de Jérôme.
Textor diz, ainda, ser a parte de Jérôme que não se esquece de nada, em alusão à memória e ao inconsciente, parte do ser humano que não se esquece de nada e da qual nada é perdido, apenas recalcado, citando Freud.
Tanto no livro quando no filme, Texter se tornara o carrasco de Agust, e continua a incomodá-lo até o final, até que ele perceba quem realmente é.
Além do filme, anteriormente a obra literária também ganhou duas adaptações para o teatro, em 2003, no teatro na Suíça francófona, e em 2005, em Charleroi.
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Se você já assistiu à nova série da Netflix, Inventando Anna, confere o vídeo abaixo para saber se ela é baseada em fatos reais e toda a história por trás. Ah, e não esquece de se inscrever. Temos vídeos novos TODO dia!