Um dos personagens que mais fizeram sucesso em La Casa de Papel é Berlim. Que possui fãs bastante divididos, onde muitos amam e outros o odeiam, por ser um homem excêntrico e de caráter duvidoso, interpretado por Pedro Alonso.
Durante entrevista ao site da rádio colombiana Radionica, o ator falou um pouco sobre como foi a criação do personagem. Contou que ainda guarda o primeiro roteiro da série, repleto desenhos sobre o México, afirmando que sua estadia no país teve grande impacto na criação de Berlim.
“Desde o primeiro momento em que li o personagem, eu disse que era um menino mau (…). Eu estava muito interessado na cultura do xamã, um deles era a ritualização… todo o personagem de ‘Berlim’ provavelmente é uma cerimônia.”
Após sua permanência no México, o ator começou a criar o personagem que considerava controverso, com posições machistas e que falava coisas asquerosas, mas que também o permitia brincar com a ambivalência do personagem.
De acordo com a rádio, algumas cenas de Berlim tinham diálogos tão pesados que foram cortadas por serem consideradas “muito sombrias”.
Além de atuar, Alonso também pinta e afirma que a arte o leva a se conectar com suas outras formas de expressão, influenciando no seu trabalho de ator.
“Eu tive que me reconectar com o que havia dentro e a tinta apareceu, o que para mim é a chave de tudo. Antes da gravação, às vezes estou pintando, às vezes tenho os diálogos no roteiro e pinto por cima, e o roteiro não fica visível”, revela.
A Netflix ainda não confirmou a data de estreia da quarta parte de La Casa de Papel mas já se sabe que as gravações foram finalizadas. Entretanto, segundo o jornal espanhol Vozpopuli, especula-se que os novos episódios estarão disponíveis dia 18 de janeiro de 2020.