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Entenda o final em detalhes de The Old Guard, novo filme de sucesso da Netflix

The Old Guard (A Velha Guarda) é o mais novo filme de grande orçamento da Netflix, protagonizado pela vencedora do Oscar Charlize Theron. Com muita ação e tiro para todo lado, o filme apresenta pessoas imortais dispostas a tudo para sobreviverem e fazer o que acreditam. Assim como Mad Max: Estrada da Fúria, Atômica e Hancock, Theron prova que ela domina de forma incrível um filme de ação.

O filme  é baseado nas histórias em quadrinhos escritas por Greg Rucka (que também escreveu o roteiro do filme da Netflix). Assim, já podemos afirmar que existe material suficiente para uma possível sequência, e que seu final sugere que a Netflix está pronta para desenvolver. De fato, Rucka disse ao Business Insider que a cena após os créditos finais do filme é feita justamente para esta possível sequência.

“Se a Netflix decidir que quer fazer mais, nós absolutamente podemos”, disse Rucka. “Se não o fizermos, estou muito contente com o filme.”

Em The Old Guard, Andy (Charlize Theron) e seus companheiros formam um grupo de soldados que possuem a inestimável virtude da vida eterna. Eles vivem através dos anos oferecendo seus serviços como mercenários para aqueles que podem pagar, se passando como seres humanos comuns dentre os demais. No entanto, tudo muda com a descoberta de que existe uma outra imortal que atua como fuzileira naval.

A partir daqui teremos spoilers sobre o filme e sobre o que poderá acontecer no futuro. 

Quem está na cena pós-créditos?

Em uma das cenas finais de The Old Guard, Andy, que não é mais imortal, diz a Booker (Matthias Schoenaerts) que, como punição por sua traição (bem-intencionada), ele teria que se separar do resto da equipe por 100 anos, antes deles se encontrarem no mesmo local.

Após o aparente final, assim como nos filmes da Marvel, uma cena de pós-créditos começa imediatamente depois. O tempo avança seis meses e encontramos Booker, bebendo muito em um prédio em Paris. Ele deixa cair a garrafa e, quando se despedaça, ouve movimento na sala ao lado. Booker entra com a arma apontada para cima e encontra uma mulher com uma túnica vermelha, bebendo um copo de água. “Booker”, ela diz. “É bom finalmente conhecê-lo”. E os créditos começam verdadeiramente a rolar.

Essa mulher é Quynh –  uma das duas imortais originais. No início do filme, foi esclarecido que ela era a segunda mais velha de todas, e que era amiga e inseparável de Andy. Ela entrou na história porque Nile (Kiki Layne) ficava sonhando com uma mulher se afogando repetidas vezes – e como os imortais compartilham sonhos, todos sabiam exatamente quem ela estava vendo.

Quynh e Andy foram capturadas na época das caças às bruxas, e, enquanto Andy conseguiu escapar, Quynh acabou sendo jogada no fundo de um mar desconhecido, carregada com uma roupa de metal. Como ela nunca morre de verdade, acaba de afogando repetidas vezes por mais de 500 anos. Nile continuou vendo sua morte, assim como o filme mostrava seus gritos de horror dentro da roupa metálica. Como os imortais compartilham os mesmos sonhos, significa que ela também viu os sonhos dele – daí o “prazer em conhecê-lo”.

Esta é uma “deixa” óbvia para uma sequência – Quynh está brava? Ela está feliz? Como ela escapou? Há quanto tempo ela escapou?

Se acontecer uma continuação de The Old Guard, há muito potencial para desenvolver a personagem Quynh. Embora Copley (Chiwetel Ejiofor) pareça estar completamente do lado dos “mocinhos” no final do filme, isso não significa que alguém como Merrick não possa ter um plano maligno semelhante para explorar os membros do grupo. Essa pessoa – ou possível vilão – poderia ter descoberto onde está estava sofrendo durante todos estes anos, a libertado, e agora está a usando para reunir o resto da equipe.

Existe também a possibilidade de que ela tenha descoberto uma maneira de se libertar, afinal, centenas de anos poderiam ter a ensinado algo, de alguma forma.

E quanto a Andy, Nilo e Copley?

Nos momentos em que se separam de Booker, e antes de vermos a cena dos créditos finais, Andy, Nile, Joe e Nicky se encontram com Copley mais uma vez e veem todas as suas pesquisas e descobertas coladas na parede.

Conforme discutido no início do filme – e exemplificado quando Andy recebeu ajuda médica da moça da farmácia -, salvar pessoas cria um efeito borboleta. Copley diz que ele voltou cerca de 150 anos (uma cena mostra Andy salvando alguém em 1918), e há uma cadeia de pessoas que são salvas e depois salvam outras. Quando essa pessoa salva alguém, e ela salva outras pessoas, o efeito deixa um rastro não rastreável de boas ações e vidas salvas. “Quando você pensa em quantos anos tem, o bem que fez pela humanidade se torna exponencial.”

Quando eles percebem todo o bem que foi feito, Nile faz um comentário em voz alta na sala: “Talvez seja por isso, Andy”, uma referência à sugestão anterior de Andy de que ela simplesmente não entende por que ela (e as pessoas ao seu redor) tem a capacidade de viver para sempre. Agora ela pode ver seu lugar no mundo e a diferença que ela faz.

Impressionado com a pesquisa que Copley fez (e conhecendo seu antigo status na CIA e vendo como ele conseguiu acompanhar a equipe durante todo o filme até o momento), Andy basicamente ordena que ele os ajude. Copley vai mantê-los sem serem detectados e encontrar coisas que eles podem fazer para ajudar. É nítido que ele foi perdoado fácil demais, de qualquer forma, finalmente irá poder fazer o bem. Copley diz a eles que ficaria honrado em ajudá-los. Assim, estamos prontos para The Old Guard 2.

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