O novo lançamento da Netflix, Fratura, é um filme de ação e suspense do mesmo diretor do clássico O Operário, Brad Anderson. O longa está fazendo bastante sucesso por ter um final surpreendente. Algumas pessoas podem não ter entendido totalmente o final, por isso, veja a abaixo a explicação.

Recapitulando, na trama acompanhamos Ray com sua esposa Joanne e sua filha Peri viajando de carro a caminho do Dia de Ação de Graças para a casa dos pais de Joanne, mas no caminho, eles precisam parar em um posto de gasolina. Enquanto Ray entra na lojinha para comprar pilhas para o Discman da filha e um refrigerante para a esposa, ele também pega duas pequenas garrafas de uísque, porém, ele não tem dinheiro para todos os itens. Quando volta para o carro, ele mente para a esposa dizendo que não tinham pilhas (nos deixando claro que ele levou as bebidas no lugar das pilhas, e posteriormente, nos é revelado que Ray é um ex-alcoólico em reabilitação).

No carro, sua filha percebe que perdeu seu espelho de maquiagem, enquanto Ray vai procurar, Peri se afasta e é surpreendida por um cachorro, recuando para perto de um parapeito. Para assustar o cachorro, Ray joga uma pedra nele, mas também assusta a filha o bastante para que ela tropece para trás e caia. Ele pula com ela para tentar salvá-la.

Ray desmaia e quando acorda da queda, fica um tempo sem reação e sem saber o que fazer (nesse momento, seu cérebro está reformulando seu pensamento, o fazendo acreditar que nada aconteceu), então a mãe chega desesperada e sua filha acorda, dizendo que seu braço está doendo. Eles partem em direção à um hospital, com Ray dirigindo de forma imprudente e à toda velocidade (uma mistura do álcool com a adrenalina e a pressão de sua esposa o mandando correr). Lá, um médico pede que seja feito uma tomografia em Peri, enquanto tudo é realizado, Ray espera no saguão.

Ele desmaia de exaustão e quando acorda, não há mais sinal de sua família. Após procurá-las, Ray descobre que não existe registro deles naquele hospital e ninguém sabe onde elas estão.

Após isso, a jornada de Ray é tentar descobrir o que aconteceu com sua esposa e com sua filha. Os médicos insistem que elas não estão em nenhum lugar do hospital. Com raiva, Ray ataca os médicos, mas recebe um tranquilizante, acordando em uma sala trancada, mas acaba conseguindo fugir.

No final, ele retorna ao hospital, mata um segurança, rouba as chaves e desce num elevador para um nível mais baixo do hospital. Nesse andar é onde acontece as cirurgias, porém, ao chegar lá, Ray (que imagina ser uma ala destinada à tráfico de órgãos, onde o hospital está sequestrando as pessoas e roubando seus órgãos), interrompe uma cirurgia que está prestes a ser iniciada, e enxerga sua filha. Com Peri nos braços, Ray vai para o corredor, onde encontra, supostamente, sua esposa em uma cadeira de rodas. Ray coloca as duas no banco de trás do carro e fogem do hospital.

E é nesse exato momento que acontece a reviravolta de Fratura. A câmera foca no para-brisa, revelando no espelho que sua esposa e sua filha não estão no banco traseiro do carro. Em vez disso, há um jovem adolescente (com aparência física muito parecida com sua esposa) que estava passando por uma cirurgia.

Nesse momento, Ray se da conta do que realmente aconteceu, percebendo que estava alucinado o tempo todo. Se dando conta de que o que realmente aconteceu foi que ele jogou a pedra no cachorro e assustou a filha, que tropeçou para trás e bateu a cabeça com tanta força que morreu. E a esposa, compreensivelmente chocada, começa a gritar com Ray. Ele então a empurra e ela cai de cabeça em um vergalhão exposto. Transtornado, Ray pega as duas, mortas, e as coloca no porta-malas do carro, onde elas permanecem até o final.

Assim, entendemos que nossa mente é capaz de tudo para tentar nos proteger de um trauma. No fim, Ray imaginou ter levado sua esposa e sua filha para o hospital para que não tivesse que viver com a culpa de tê-las matado.

Fratura está disponível no catálogo da Netflix.

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