Há tempos em que o espectador não vê um filme medieval em grande destaque, em uma era tomada por blockbusters. Uma das mais recentes obras da Netflix, O Rei, estreia com uma pegada bem romântica em meio a jovens atores de peso para contar a história do comando de Henrique V.

O longa assinado pelo diretor David Michôd (Máquina de Guerra/ The Rover – A Caçada) conta a história do jovem fanfarrão Hal, que não tem uma relação amistosa com o pai, o Rei da Inglaterra, por sua postura bélica. No entanto, com a morte do patriarca, ele tem a chance de assumir o reinado e combater uma guerra provocada pelo príncipe da França.

Para os fãs de Timothée Chalamet, terão dificuldades em reconhecê-lo da distante performance romântica de Me Chame Pelo Seu nome, filme que o levou ao reconhecimento internacional. Em O Rei, o jovem de 23 anos abre espaço para uma apresentação mais amadurecida, em um papel que mescla a raiva e a ingenuidade de uma pessoa que precisa assumir um reinado diante de críticas e tomadas de decisões rápidas. Seguro, o ator consegue passar credibilidade a um nome de peso da história inglesa. Em grande parte das cenas, o silêncio que contém o personagem é transmitido em diversos significados pela boa atuação do artista.

Robert Pattinson, que ganhou proporções gigantescas com a saga Crepúsculo, surge na segunda metade do filme como o príncipe da França, um homem dissimulado e irônico. O visual com cabelos compridos, loiros e desgrenhados, e uma aparência apática, mostra outras nuances do futuro Batman. Embora sua participação seja pequena, ele consegue imprimir raiva no olhar do personagem. O Rei ainda conta com ótima atuação de Joel Edgerton como John Falstaff, grande amigo e confidente de Hal.

O grande problema da produção está em considerá-lo como um filme de guerra. Em 2h20 minutos, é possível contar nos dedos os momentos bélicos. Embora importantes, peca na emoção. O longa assinado pela Netflix certamente deve ser definido como um bom e belo drama.

Esta crítica foi escrita pelo Rafael Munhos do Opinião Cult em parceria com o TAA.

  • Direção
  • Roteiro
  • Elenco
  • Fotografia
  • Trilha Sonora
3.8

Resumo

O grande problema da produção está em considerá-lo como um filme de guerra. Em 2h20 minutos, é possível contar nos dedos os momentos bélicos. Embora importantes, peca na emoção. O longa assinado pela Netflix certamente deve ser definido como um bom e belo drama.

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