Crítica | Kardec: A história por trás do nome

Diretor deNosso Lar”  traz história inspiradora sobre um dos nomes mais conhecidos no Brasil.

Allan Kardec é facilmente um dos nomes mais reconhecidos no Brasil, em especial pelos praticantes do Espiritismo. Todavia, quem é a pessoa por trás do nome e qual foi a sua jornada?

Para o filme, baseado na obra de Marcel Souto Maior, que acompanha o professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (Leonardo Medeiros) nos seus estudos sobre mediunidade, é mais importante a jornada que o leva até a criação da doutrina espírita e a descoberta de um mundo novo do que eventos passados de sua vida. Em alguns momentos também busca mostrar um pouco do seu relacionamento com sua esposa, Amélie Gabrielle Boudet (Sandra Corveloni) e as dificuldades do casal. Busca ainda esclarecer o contexto social em que o educador estava inserido e as dificuldades que enfrentou ao confrontar a Igreja Católica e os líderes políticos da época.

A trajetória começa com o professor questionando a influência da igreja no ensino, o que o leva a pedir demissão. Nesse contexto, ele também é convidado a investigar o popular fenômeno das mesas giratórias. Similares ao desafio do copo e Tábua de Ouija, pessoas costumavam se juntar em torno de uma mesa e realizar perguntas para o desconhecido, o que levava a mesa a girar como resposta. O perfil cético do professor e a crescente crença no Espiritismo de pessoas a seu redor criaram um desafio a ser investigado, o lançando a uma jornada de descobertas e respostas.

A narrativa prefere focar no apreço que o professor tinha pela ciência e filosofia e no seu ceticismo como forma de demonstrar seu esforço na sistematização da doutrina espírita. Nesse sentido, ele representa aqueles na plateia que ainda não conhecem o Espiritismo e estão em busca de explicações  para além da vida.

Ponto positivo para a reprodução da época, século XIX, e edição do som, que dá ênfase na caneta rabiscando o papel e traz o telespectador para dentro da trama e o convida para presenciar eventos extraordinários. Em alguns momentos o tom escuro e o ritmo lento do filme chegam a cansar, mas são justificados quando dão a sensação de desconhecido e desesperança. As atuações são consistentes, mas em alguns momentos, em especial durante eventos mediúnicos, podem parecer forçadas.

Para os conhecedores da doutrina, o filme é uma boa oportunidade de ver em tela o desenrolar dos acontecimentos. Já aqueles que não estão familiarizados com a temática, podem se sentir perdidos incialmente e a montagem lenta pode não estimular, todavia  a força de vontade do professor Hippolyte pode inspirar muitos a buscar mais informações sobre o Espiritismo.

O filme estreia dia 16 de maio de 2019, 1h 50min, com direção de Wagner de Assis (Nosso Lar) e tem como elenco Leonardo Medeiros, Sandra Corveloni, Guilherme Piva e Genézio de Barros.

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