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Crítica | Cara x Cara traz Paul Rudd em dose dupla de forma fantástica

A Netflix disponibilizou em sua plataforma na última sexta-feira uma comédia existencial de 8 episódios com aproximadamente 25 minutos cada, onde o protagonista, Miles Elliot (Paul Rudd), vai para um SPA e passa por um tratamento experimental onde é clonado e tem que aprender a lidar com um “eu” melhorado. As coisas complicam quando este clone decide viver sua vida e seu casamento com Kate Elliot (Aisling Bea), fazendo com que Miles tenha que conviver consigo mesmo (Living With Yourself).

Poucas séries podem fazem rir e chorar ao mesmo tempo, e Cara x Cara conseguiu essa proeza sem cair no piegas, e ainda utilizando um humor de bom gosto. Já vimos filmes com a temática de “eu e minhas cópias”, entretanto a série consegue trazer a reflexão a um outro patamar. O fato de serem episódios curtos ajuda bastante e impede que fique cansativo.

A série de Timothy Greenberg é feliz em explorar o nosso desejo constante de poder comprar uma versão melhor de nós mesmos, mais jovem e saudável. Acontece que a série também é feliz em explorar uma questão existencial, de que existe algo em nós que vai além de DNA e memória. Algo que faz o eu ser eu, e enfrentar isso com certeza gera um desconforto. Você não é você sem seus defeitos e suas experiências.

Não se trata de um Maniac ou Black Mirror, embora o estranhamento e a tecnologia entrem em cena, o que importa aqui é justamente a história dessas pessoas, que poderia se passar em qualquer lugar ou tempo.

A série não é exatamente original, mas sua abordagem é feliz em explorar o lado existencial, bem como poderá agradar aqueles que gostam de uma comédia mais séria. Aos fãs de Paul Rudd, nem é preciso dizer que já é um ganho tê-lo como protagonista, principalmente em dose dupla.

Texto escrito em parceria com Pipoca Pensadora, siga nas redes e confira as novidades.

  • Direção
  • Roteiro
  • Elenco
  • Fotografia
  • Trilha Sonora
4.5

Summary

Embora não se trate de uma premissa original, o carisma de Paul Rudd e o foco existencial na reflexão são os pontos fortes que fazem com que essa série seja um ganho na Netflix.

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