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Crítica | Campo do Medo é mais um filme esquecível na Netflix

Baseado na história de Stephen King e Joe Hill, Campo do Medo traz uma premissa interessante, que aposta na claustrofobia e na falta de referência para construir seu terror. O  visual proposto por Vincenzo Natali tem seus méritos e conseguem atordoar e trazer um senso de inevitável, entretanto a construção da história e falta de estrutura de histórico de personagens faz com que todo o potencial seja perdido.

Acompanhamos dois irmãos, Becky (Laysla De Oliveira)  e Cal (Avery Whitted), que estão viajando pelo país a fim de completar uma tarefa. Logo, eles param próximos a uma igreja em um local remoto e um campo de grama alta, momento em que escutam o pedido de socorro de um garoto vindo do meio do campo e decidem ajuda-lo a sair.

A princípio o filme é feliz em mostrar a sensação de atordoamento que os protagonistas experimentam ao entrar no campo e se darem conta de que algo está errado. Até esse ponto a premissa é feliz, mas passado esse primeiro momento o longa cai na repetição, sustos baratos e uma solução ambígua e moralista. O diretor e roteirista perdeu uma grande oportunidade de explorar o terror no banal, cotidiano e se rendeu a uma grandiosidade desnecessária e sem fundamento.

Nem tudo é ruim, a composição do campo e alguns efeitos de arte são bons, a vastidão do campo pode ser percebida com preocupação logo no início, em um dos melhores momentos da trama. Entretanto os diálogos e interação entre personagens, bem como a construção de um universo que tinha como intenção gerar reflexão mas só deixou o filme confuso, pecam por falta de balanço, ora sendo simplista e ora sendo absurdo, sem qualquer embasamento para determinados comportamentos de personagens, que parecem agir aleatoriamente.

Para quem já assistiu ao filme e deseja comentários com spoilers, veja o vídeo e deixe seus comentários.

 

  • Direção
  • Roteiro
  • Elenco
  • Fotografia
  • Trilha Sonora
2.6

Summary

Campo do Medo se apoia no nome de Stephen King e Joe Hill para impressionar o público, mas a falta de sutileza e  situações repetitivas resultaram em um filme fraco, confuso e inexpressivo.

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