Não é fácil compor um personagem complexo, pois suas nuances podem fazer ele se tornar uma pessoa completamente diferente do que imaginamos. Se levarmos em consideração alguém que cometeu crimes por necessidade, a coisa pode nos fazer a repensar certos conceitos – ou não.

Interpretado por Heath Ledger em 2008, o agente do caos se comprovou como alguém que tinha como objetivo apenas causar e mostrar que seu ponto de vista, diante de uma cidade atordoada como Gotham, é o verdadeiro. “Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. É aí que entra a dificuldade de transformar um personagem com uma linha de pensamento tão clara em algo complexo, difícil de entender e genial por trás das telonas.

Esse Coringa, que virou o vilão definitivo da futura década, rendeu a Ledger o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e se tornou o primeiro – e até então único – filme de quadrinhos a conseguir um prêmio em categorias principais.

Em 2017 tivemos o excelente ator Jared Leto voltando com o personagem para os cinemas em Esquadrão Suicida. O filme, apesar de ser sucesso de bilheteria, foi o maior fracasso da DC em termos de crítica. Raso, sem propósito claro definido e sem nuances e detalhes importantes, o Coringa de Leto não conseguiu convencer, assim como fez Ledger. O texto não ajudou, o filme muito menos, e o personagem, tido como complexo, pareceu mais uma paródia de si mesmo.

Porém, a redenção chegou em 2019 com Coringa. Protagonizado por Joaquin Phoenix, o filme bateu a marca de 1 bilhão de dólares em bilheterias mundiais, mesmo sem estrear na China, segundo maior mercado do mundo, e sendo para maiores de idade. Um feito inédito e histórico. Ótimo para os bolsos da Warner, mas o principal ainda estava por vir.

Coringa tenta nos mostrar o quão difícil é entender as motivações de uma pessoa quando ela realmente tem um motivo, mesmo que torpe e errado. Tenta mostrar que não existe motivo plausível para crimes hediondos, ao mesmo tempo que nos dá um background para entender uma história de alguém suprimido pela sua doença, pelos ricos, pela sociedade, pelas faltas de oportunidades.

Em 2020, Joaquin Phoenix, o Coringa, se consagra ao ganhar um Oscar pelo personagem, dessa vez na categoria de Ator Principal. Assim, o Coringa se consolida como um dos maiores vilões do cinema e o mais premiado até então.

Segundo infográfico produzido pela Betway, site de caça níquel online, o Coringa é um dos maiores anti-heróis da feitos no cinema, junto com Hannival Lecter e Alex Delarge, de Laranja Mecânica, por exemplo. Essa bagagem que o palhaço de Gotham vem juntando está pesando ainda mais seus futuros intérpretes.

Até quando os atores conseguirão manter este nível de Oscar nos filmes? É difícil dizer. O que sabemos é que a gente quer alguém mostrando que ele, apesar de ter lado definido, não é um anti-herói que só vemos a existência… queremos saber o que ele sente, o que ele é e nos aprofundarmos nisso.

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