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Confira a crítica completa do The Guardian sobre Democracia em Vertigem

O site Limbo Reverso traduziu a crítica do maior jornal inglês, o The Guardian, sobre o documentário brasileiro da Netflix Democracia em Vertigem. Assim, iremos reproduzir o texto completo.

O site destaca que o contato da diretora Petra Costa com as figuras que protagonizam o documentário, com os ex-presidentes Lula e Dilma, conseguem mostrar detalhes do desgaste que está a política brasileira. Elogiam a narração de Petra e no final confirmam uma nota de quatro estrelas de cinco. Leia:

Review de Democracia em Vertigem (The Edge of Democracy) – para o coração da política brasileira

O poderoso documentário de Petra Costa mostra a queda do estado no populismo e o desgaste de seu tecido democrático

A atriz-roteirista-diretora Petra Costa, é conhecida por explorar sua história pessoal e familiar em busca de material. Seu primeiro longa-metragem, Elena, transformou sua busca pela sua ausente irmã mais velha em um documentário profundamente atrativo sobre perda, amor familiar, rivalidade e mudança enquanto se movimenta entre São Paulo e Nova York.

O mais recente documentário de Costa, Democracia em Vertigem (The Edge of Democracy), a encontra cruzando o pessoal e o político em um palco público ainda maior e, no processo, documenta uma crise em câmera lenta que entra em ação no coração da política brasileira. Graças ao extraordinário acesso a figuras no centro da história – os ex-presidentes de esquerda do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) e Dilma Rousseff, assim como os direitistas Michel Temer e o atual presidente Jair Bolsonaro – Costa consegue construir uma cartilha íntima sobre a queda do Estado no populismo e o desgaste do tecido democrático do país.

Por sorte, Costa está bem posicionada para entender os dois extremos do espectro. Seus avós fizeram fortuna na indústria da construção, que sustentou os gostos de Temer e Bolsonaro (e continua a fazê-lo), e seus pais marxistas foram para a prisão por causa de sua oposição aos militares que uma vez controlavam o país. Em um ponto, Costa observa o caloroso primeiro encontro de sua mãe com Dilma; ambas as mulheres foram mantidas na mesma prisão (como prisioneiras políticas da ditadura militar, ambas sofrendo tortura dos militares), embora não ao mesmo tempo, e têm muito em comum.

Durante todo o processo, a voz de Costa acrescenta forma, mas não invade excessivamente e permite que a poderosa compilação de imagens originais e de arquivo, material gravado no chão em meio a tumultos e drones filmando a centenas de metros acima de Brasília, conte a história. Esse contraste contínuo entre estar perto e na luta e estar voando alto é espelhado ao longo da perspectiva da cineasta, sempre simultaneamente sendo parte da história e a assistindo à distância”.

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