Três semanas após o suicídio de um colega de classe, uma turma de adolescentes viaja de ônibus em uma excursão escolar. Quando o veículo quebra e o grupo fica isolado em um hotel montanhoso, o melhor amigo do jovem falecido confronta os colegas e professores sobre o bullying que levou o menino à morte.
Esse é o filme que transforma o tédio em técnica de tortura psicológica. Quando ele fica parado, às vezes é genial – aquela cena longa onde ninguém fala mas você sente que alguém vai quebrar um prato na cabeça de alguém. Em outras, é só parado mesmo, do tipo que te faz checar quanto tempo falta e ainda faltam 50 minutos. É um teste de fé. O que te prende não é o ritmo, mas a sensação de que algo muito ruim vai acontecer. Sim, com 3 Semanas Depois você passa o filme inteiro fazendo futurologia de tragédia.
O elenco jovem ajuda muito em repassar a sensação de solidão e de que os conflitos sobrevivem porque são amaciados sob o olhar dos adultos. Ou seja, o bullying permanece nos círculos adolescentes porque muitas vezes fazemos vista grossa e não queremos enxergar a nossa responsabilidade nessas problemáticas. Os personagens do filme não são vilões de novela, são aquelas pessoas que você conhece em alguma festa e tenta se afastar, se possível. Porém, 3 Semanas Depois mostra que se você tiver que interagir demais com essas pessoas, situações complicadas podem surgir e dar muito errado.
Nota: 3,5/5
(Assistido no Festival do Rio)
Direção: Miroslav Terzić
Elenco: Jovan Ginić, Klara Hrvanović, Andjela Alavirević
Análise feita por Laércio Barbosa