A aguardada performance de Chaneil Kular em O Acusado marca seu retorno à Netflix após seu papel em Sex Education.
Sob a direção de Philip Barantini, responsável por Boiling Point, este thriller tenso e quase em tempo real oferece uma visão intrigante da história de Harri (interpretado por Kular), que é confundido como suspeito de um atentado a bomba em um trem em Londres, devido a uma caça às bruxas nas redes sociais.
Abaixo, vamos falar de O Acusado e do seu final – com spoilers.
O Acusado, o final explicado
Uma Caçada Mortal
Dois vigilantes, conhecidos apenas como Máscara Negra (interpretado por Jay Johnson) e Máscara Branca (interpretado por Robbie O’Neill), invadem a casa de Harri, cometendo atos terríveis, incluindo a morte do cão da família.
Harri consegue escapar e busca abrigo na casa de uma vizinha.
Contudo, a senhora Daly (interpretada por Frances Tomelty), apesar de parecer prestativa, acredita nas informações do rádio, que o acusam de ser um terrorista.
Ela secretamente envia um sinal para seus perseguidores, e Máscara Negra logo chega à casa.
A Reviravolta
Inicialmente, parece que Máscara Negra tem a vantagem, mas Harri consegue superá-lo, usando um martelo encontrado nas proximidades para se defender.
Ele foge da casa da Sra. Daly e corre em direção a um carro, mas é alcançado por Máscara Branca.
O Confronto Final
Máscara Branca decide transmitir ao vivo sua vingança contra Harri, tentando forçá-lo a se desculpar pelo que (não) fez.
Surpreendentemente, Máscara Branca permite que Harri tente escapar e Harri busca refúgio na casa da árvore no jardim de seus pais, que já vimos no início do filme e que estava em péssimo estado de conservação.
Essa armadilha se volta contra Máscara Branca, já que ele persegue Harri até a casa da árvore, e o chão cede, empalando-o.
Enquanto Harri sai do local, Máscara Branca implora para não ser deixado para morrer, mas Harri simplesmente parte.
A Revelação Impactante
O filme então corta para uma reportagem que revela que o verdadeiro responsável pelo ataque a bomba era, na verdade, um homem branco de 28 anos chamado Paul Lock. Isso contrasta diretamente com as acusações injustas que Harri enfrentou anteriormente.
A reportagem está repleta de depoimentos que descrevem Paul como “inofensivo, de alma gentil e amigável”.
Essa reviravolta na narrativa serve como uma crítica contundente ao preconceito racial presente no filme, destacando como Harri foi erroneamente identificado como um terrorista com base em estereótipos, enquanto o verdadeiro culpado, um homem branco, era visto como inocente devido à sua aparência e histórico.
Cicatrizes Invisíveis
Uma semana depois, vemos Harri sendo entrevistado por uma repórter (interpretada por Kimberley Marren, a quem o filme é dedicado).
Ela pergunta: “Muita gente deve ter presumido que sua vida voltou ao normal, então, para começar, quero saber como você se sente sobre isso?”
Embora não possamos ouvir a resposta de Harri, é evidente que sua vida nunca poderá voltar ao normal.
Ele ainda carrega o peso do trauma e da humilhação sofridos durante a caça às bruxas online, demonstrado por sua ansiedade diante das notificações em seu telefone, um resquício das muitas acusações que recebeu quando foi injustamente identificado como um terrorista.
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Uma Mensagem Profunda em O Acusado
O Acusado vai além de um simples thriller, explorando temas profundos de preconceito e sobrevivência.
O filme nos lembra da importância de não julgar pela aparência e das cicatrizes invisíveis que o preconceito pode causar.
É uma narrativa que nos instiga a refletir sobre como as aparências enganosas podem levar a acusações injustas e a consequências devastadoras.
A luta de Harri contra o preconceito racial e as marcas emocionais que permanecem mesmo após a verdade ser revelada fazem de O Acusado uma obra poderosa e impactante.