Críticas

3ª temporada de Stranger Things lida com o receio de mudanças

Quando Stranger Things estreou na Netflix, sem muito alarde, era um mistério nostálgico com crianças, cuja novidade era o retorno de Winona Ryder. Hoje é o carro-chefe da Netflix, uma das séries mais aguardadas do ano e seus atores jovens, em especial Millie Bobby Brown, fazem o maior sucesso em outras produções.

Foi um longo caminho e hoje o que os assinantes da Netflix recebem é uma evolução da fórmula, bem como o crescimento de seus protagonistas. No quesito novidade de ameaça e narrativa há pouco o que acrescentar desde a primeira temporada, no entanto o foco não parece ser esse, e é justamente isso o maior trunfo da temporada.

Stranger Things reconhece que seus atores estão crescendo e explora isso, seja do ponto de vista juvenil de abrir mão de jogar Dungeons&Dragons com os amigos para ficar com a namorada, seja do ponto de vista dos pais que acreditam que os jovens passam tempo demais juntos e precisam explorar outras coisas. E vai além, explora o sentimento que os pais têm de ver os filhos crescerem e reconhecerem que também precisam olhar para si. Nesse quesito, o desconhecido é o crescimento, o futuro.

Enfim, Stranger Things não inova mais, mas apresenta o que se propõe de forma consolidada, com desenrolar mais trabalhado e ainda apresenta novos personagens. Tivemos a adição de Robin, Maya Hawke que é a mistura perfeita de Uma Thurman e Ethan Hawke, para dar mais equilíbrio ao núcleo de Steve (Joe Keery). A série também se preocupou com o crescimento de seu elenco e decidiu dar mais espaço  à irmã de Lucas, Erica (Priah Ferguson), a próxima geração de nerd da cidade.

Com final emocionante, a série movimenta as peças do tabuleiro e aponta para uma reformulação em seu futuro. Veja no vídeo comentários COM SPOILERS  e expectativas para o futuro.

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